QUINTA 14 NOVEMBRO, 21H30

CCVF

Lina Nyberg Quintet e Orquestra de Guimarães

Lina Nyberg voz, composição, arranjos
David Stackenäs guitarra
Cecilia Persson piano
Josef Kallerdahl contrabaixo
Peter Danemo bateria
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Orquestra de Guimarães

Preço
7,50 eur / 5,00 eur c/d

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Assinatura do Festival
90,00 eur

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Após três altamente gratificantes experiências anteriores com os compositores Marco Barroso, Nels Cline e Léa Freire, e em reconhecimento da competência e dedicação da Orquestra de Guimarães, o Guimarães Jazz volta a propor um projeto colaborativo entre esta banda local e um músico com um trabalho relevante com big bands ou orquestras de jazz. Em 2019, o artista escolhido é a compositora e vocalista sueca Lina Nyberg, cujo trabalho sinfónico e orquestral tem merecido recentemente amplo reconhecimento crítico.

Nascida em 1970, Lina Nyberg iniciou o seu percurso no jazz enquanto líder de um quinteto, formado por proeminentes músicos suecos, e em duo de voz e piano com o pianista Esbjörn Svensson, com quem gravou, em 1993, o primeiro de dezassete álbuns em nome próprio. Desde então, esta notável e peculiar vocalista tem desenvolvido um trabalho contínuo tanto enquanto líder das suas próprias formações como em colaborações esporádicas com músicos norte-americanos, tais como Marilyn Crispell e John Taylor. É, porventura, no domínio da composição sinfónica e para orquestra que Lina Nyberg tem afirmado mais assertivamente a sua identidade musical, em particular com a trilogia da qual Terrestrial, a obra que estará no centro da atuação de Lina Nyberg no Guimarães Jazz, é o terceiro e derradeiro capítulo.

A odisseia trilógica de Lina Nyberg iniciou-se em 2014 com Sirenades, composta para o seu quinteto, obra a que se sucedeu Aerials, uma peça para quarteto de cordas sobre aviões e astronautas, e que incluía reinterpretações de standards de jazz como Fly Me to the Moon. Com uma evidente dimensão épica e operática, esta trilogia constitui um manifesto em defesa da natureza e da importância da luta pela preservação do planeta, sob a forma de uma ode ao mundo natural. Além da pertinência do tema, que denota uma artista atenta ao seu tempo e disposta a decifrar os sinais do seu mal-estar, este tour de force criativo destaca-se pela beleza e criatividade da música, cujo rigor composicional constituirá um desafio de alta exigência musical e ética à ainda jovem Orquestra de Guimarães, uma vez que a expressividade vocal de Lina Nyberg e a dimensão poética das suas composições se propõe elevar a música enquanto meio privilegiado de intermediação entre os seres humanos e as paisagens físicas e emocionais em que eles habitam.