SÁBADO 19 NOVEMBRO, 21H30

CCVF

Jazz in the Space Age / George Russell

Orquestra Jazz de Matosinhos & Ethan Iverson + David Virelles

Telmo Marques transcrição e adaptação

Pedro Guedes direção

Ethan Iverson piano

David Virelles piano

José Luís Rego madeiras

João Guimarães madeiras

Mário Santos madeiras

José Pedro Coelho madeiras

Rui Teixeira madeiras

Luís Macedo trompete

Ricardo Formoso trompete

Javier Pereiro trompete

Daniel Dias trombone

Gil Silva trombone

Gonçalo Dias trombone

Miguel Meirinhos fender rhodes

Eurico Costa guitarra

Demian Cabaud contrabaixo

Marcos Cavaleiro bateria

Passe 4 concertos
45,00 eur

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Passe 3 concertos
35,00 eur

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Jazz in the Space Age / George Russel
Preço 15,00 eur / 10,00 eur c/d

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2022.11.19 Jazz in the Space Age / George Russell

Ao longo da sua existência, o Guimarães Jazz tem reservado um espaço importante ao jazz orquestral, uma vertente essencial deste género musical e que muitas vezes é percebida, em múltiplas dimensões, como aquela que mais diverge da ideia que associamos ao fenómeno puramente jazzístico, constatação a que não será estranho o facto de esta ser ao mesmo tempo a vertente mais radicalmente influenciada pela tradição musical clássica ocidental. Não é, portanto, por acaso que nas últimas décadas tenham surgido na Europa inúmeras orquestras e big bands de excelência, muitas delas já apresentadas neste festival, um movimento que em Portugal é consubstanciado na sua melhor versão pela Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM). Considerada hoje como uma instituição de referência nacional, a OJM terá a responsabilidade de encerrar a edição do Guimarães Jazz 2022 com a apresentação do espetáculo “Jazz in the Space Age”, um concerto em que prestará homenagem, interpretando-o, o álbum homónimo de George Russell, um compositor e teórico musical que muitos críticos consideram ser uma das mais influentes personalidades do jazz moderno. A acompanhar o notável conjunto de instrumentistas que compõe esta orquestra (que inclui, entre outros, o saxofonista João Guimarães e o contrabaixista Demian Cabaud, ambos já programados com projetos próprios em edições anteriores pelo festival), estarão dois pianistas emergentes da cena jazzística norte-americana – o norte-americano Ethan Iverson e o cubano sedeado em Nova Iorque David Virelles – para um concerto que será dirigido por Pedro Guedes.

Criada em 1997, a Orquestra Jazz de Matosinhos é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo promover a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz. Pioneira em Portugal num território artístico que à época da sua fundação permanecia largamente inexplorado, ao longo do seu percurso a OJM tem apresentado repertórios e programas de inúmeras variantes estéticas e referentes a diferentes épocas do jazz. Ao longo dos seus vinte e cinco anos de atividade, esta orquestra portuguesa colaborou com grandes nomes da música contemporânea internacional, como Carla Bley, Lee Konitz, Chris Cheek ou Peter Evans, entre muitos outros, ao mesmo tempo que trabalha também com figuras influentes da cena musical portuguesa, tais como Maria João, Mário Laginha ou Sérgio Godinho. A OJM atua regularmente nas principais salas do país e tem feito digressões a várias cidades da Europa e dos Estados Unidos da América, tendo sido a primeira formação portuguesa de jazz a participar num festival norte-americano — o JVC Jazz Festival. Em anos mais recentes, de entre a prolífica atividade da OJM é de destacar, pela sua particular relevância pedagógica, o importante projeto itinerant, iniciado em 2018, de interpretação do reportório tradicional para big band, uma iniciativa curadoria e narração do grande crítico e divulgador de jazz e recentemente falecido, Manuel Jorge Veloso.


Nascido em 1973, Ethan Iverson é um pianista, compositor e crítico musical nativo do Wisconsin, EUA, cuja notoriedade no meio jazzístico norte-americano se deve, em grande medida, ao grupo de jazz vanguardista The Bad Plus. Para além do seu trabalho colaborativo com nomes importantes da música contemporânea, tais como Billy Hart, Joshua Redman ou Ron Carter, Iverson apresenta uma discografia relevante como líder, tendo editado em editoras de renome como a ECM e a Blue Note (nomeadamente o seu álbum mais recente de 2022, no qual conta com a participação do histórico baterista Jack DeJohnette), ao mesmo tempo que integra pontualmente projetos exteriores aos parâmetros estritos do jazz, sendo disso exemplo o trabalho composicional desenvolvido em parceria com o grupo de dança do coreógrafo Mark Morris e a sua reinterpretação da música dos Beatles ou de Stravinsky. Como crítico, os seus textos têm sido publicados em revistas norte-americanas de referência como a “New Yorker” ou a “The Nation”, entre outras.


David Virelles é um pianista cubano atualmente sedeado nos Estados Unidos da América e, apesar da sua relativa juventude, um instrumentista com um estatuto firmado no circuito jazzístico norte-americano contemporâneo. Descendente de uma família com antecedentes musicais, Virelles mudou-se de Cuba para o Canadá a convite de Jane Bunett, com quem o pianista colaborou extensivamente até se mudar para Nova Iorque. Nesta cidade epicentral do fenómeno jazzístico, Virelles estudou com o influente saxofonista Henry Threadgill, e inicia aí um percurso notável em projetos próprios, como o quarteto em conjunto com o baterista Andrew Cyrille, o contrabaixista Ben Street e o percussionista Román Diáz, ou como sideman de grandes figuras do jazz atual, como Chris Potter, o já mencionado Henry Threadgill ou o trompetista polaco recentemente falecido, Tomasz Stańko.

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