DOMINGO 13 NOVEMBRO, 21H30

CIAJG

Projeto Porta Jazz / Guimarães Jazz

Mané Fernandes composição, guitarra elétrica customizada, eletrónica e voz

Mariana Dionísio voz 
Sofia Sá voz
Vera Morais voz
João Grilo piano, eletrónica, voz

Brittanie Brown dança e coreografia

Projeto Porta-Jazz / Guimarães Jazz
Preço 10,00 eur / 7,50 eur c/d

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Este ano, o projeto multidisciplinar proposto pela Associação Porta-Jazz em parceria com o festival é o espetáculo “matriz_motriz”, um ensemble de guitarra, eletrónica, piano e voz expandido pela presença performática e coreografia da artista norte-americana Brittannie Brown. Descrito pelo seu fundador, o guitarrista Mané Fernandes, como um exercício sobre “a especificidade do movimento”, este projeto define-se musicalmente pela interseção de técnicas mistas de improvisação, micro-composição e exploração de ritmos alternativos, três dimensões distintas percebidas não apenas como sons, mas como matrizes para uma dança que dialoga em tempo real com a música de Mané Fernandes e João Grilo e com as vozes de Mariana Dionísio, Sofia Sá e Vera Morais.

Mané Fernandes é um guitarrista, compositor e improvisador radicado no Porto e em Copenhaga. Após um período de formação que incluiu estudos superiores de jazz na ESMAE (Porto) e no Conservatório de Copenhaga, Mané iniciou um trabalho autoral inspirado para além da influência jazzística na improvisação, na música beat e no boom bap dos anos 90, trabalho esse que foi até agora materializado em três álbuns como líder, entre os quais o mais recente “ENTER THE sQUIGG”. Em paralelo, o guitarrista colaborou e colabora com vários nomes relevantes do jazz e da música improvisada portuguesa, como João Barradas, Pedro Melo Alves, João Mortágua e Rita Maria.


Natural dos Estados Unidos da América, Brittanie Brown é uma bailarina e coreógrafa formada na prestigiada Juilliard School, em Nova Iorque. Ao longo dos anos, Brown tem trabalhado com nomes importantes da dança contemporânea, como William Forsythe e Stijn Celis, e desde 2019 mantém atividade em regime de freelancer, permitindo-lhe explorar criações próprias e projetos em contextos distintos.


Mariana Dionísio é uma cantora, improvisadora e compositora de música contemporânea com formação clássica e em jazz. Entre os projetos a solo ou como convidada, Dionísio mantém várias colaborações em duo: a banda LUMP com o trompetista João Almeida, um dueto com a flautista Clara Saleiro dedicado à interpretação de peças de música contemporânea de compositores vivos, uma parceria com o baterista João Lopes Pereira e um duo vocal com Leonor Arnaut. Em paralelo, Mariana Dionísio dirige um ensemble vocal de cantores onde é explorada a improvisação e interpretação de peças contemporâneas.


Sofia Sá é uma vocalista e compositora natural de Braga, atualmente a residir em Copenhaga no contexto de um coletivo artístico. Detentora de uma formação musical e artística diversificada que inclui o estudo de piano clássico, jazz, canto e arte multimédia, Sofia Sá desenvolve desde 2017, através da voz e diferentes formas de escrita, vários projetos musicais colaborativos ou a solo, entre eles o duo com a artista Adriana João e a parceria com Sara Ribeiro, da qual resultou a gravação do álbum “Do acaso”. Em paralelo, a vocalista e compositora mantém um interesse pela vertente da educação artística, interesse do qual resultou uma colaboração pontual com a Orquestra de Jazz de Matosinhos.


Natural do Porto e radicada em Amesterdão, Vera Morais estudou música clássica no Conservatório de Música do Porto e jazz na ESMAE e no Conservatório de Amesterdão. O seu trabalho centra-se essencialmente na permeabilidade entre composição e improvisação, bem como na exploração da natureza instrumental da voz. Alguns dos seus projetos autorais mais recentes incluem um duo com o saxofonista Hristo Goleminov e o projeto transdisciplinar “Gesture Within a Frame”. Em paralelo à sua atividade estritamente artística, Vera Morais dirige o Queer Choir Amsterdam.


Com educação formal em piano e composição, João Grilo define-se com um “músico, compositor e poeta” com uma atividade focada na relação pluridisciplinar da música com outras formas de expressão artística, materializada em relações colaborativas com o videasta Miguel C Tavares e a coreógrafa Inês Campos, entre outros nomes da cena artística portuguesa. Estritamente no campo musical, Grilo trabalhou com músicos importantes do jazz português contemporâneo como Demian Cabaud, Marcos Cavaleiro ou João Hasselberg, e editou até à data dois álbuns de composições originais.