QUINTA 10 NOVEMBRO, 21H30

CCVF

Dianne Reeves

Com Edward Simon, Romero Lubambo, Reuben Rogers, Terreon Gully

Dianne Reeves voz

Edward Simon piano

Romero Lubambo guitarra

Reuben Rogers contrabaixo

Terreon Gully bateria

Dianne Reeves
Preço 15,00 eur / 10,00 eur c/d

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Um olhar em sobrevoo pela história do jazz permite-nos constatar que os músicos que atingiram os maiores patamares de popularidade no gosto público foram sempre, genericamente falando, os seus vocalistas. Artistas como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald ou Nina Simone, entre outros, inscreveram a sua voz no imaginário popular, primeiro nos Estados Unidos da América e mais tarde em todo o mundo, abrindo assim uma via jazzística num território musical tradicionalmente ocupado por géneros mais associados à tradição da palavra, como a folk ou os blues, ambos posteriormente capturados pelo rock’n’roll e pela pop. Considerada pela crítica a herdeira deste legado de vozes poderosas, legado no qual podemos incluir outras figuras influentes como Dinah Washington, Chet Baker e Sarah Vaughan, Dianne Reeves é atualmente uma das vocalistas proeminentes da paisagem estelar do jazz contemporâneo norte-americano, estatuto comprovado pelos inúmeros prémios e reconhecimentos honoríficos que lhe foram atribuídos ao longo dos seus quarenta anos de careira, incluindo três Grammys consecutivos e a atribuição do prestigiado Jazz Master Award.

Nascida em Detroit no seio de uma família repleta de ligações musicais, Dianne Reeves foi descoberta pelo trompetista Clark Terry, que a convidou para cantar integrada em diversas das suas formações, oportunidade que foi aproveitada pela jovem vocalista para expandir o seu processo formativo para além das fronteiras exíguas da educação formal. Nos anos 1980, Reeves estabelece-se em Los Angeles, cidade onde começa a colaborar com músicos de renome da cena musical californiana e a gravar os seus primeiros trabalhos em nome próprio. A reputação que Reeves foi criando no meio jazzístico valeu-lhe eventualmente o convite para atuar ao vivo ao lado de Harry Belafonte, um dos ícones da música popular norte-americana da segunda metade do século XX. Em 1987, Dianne Reeves assina pela lendária editora Blue Note e edita um álbum epónimo, composto de interpretações de standards e de originais e gravado ao lado músicos epicentrais do jazz como Herbie Hancock, Tony Williams e Freddie Hubbard, entre outros. Desde então, a vocalista lançou inúmeras edições discográficas, cinco delas agraciadas com o Grammy de melhor performance vocal, e colaborou com grandes nomes do jazz e da música clássica contemporânea, tais como o saxofonista Wynton Marsalis ou o maestro Daniel Barenboim, bem como com algumas das mais prestigiadas orquestras norte-americanas e europeias, entre elas a Orquestra Sinfónica de Chicago e a Filarmónica de Berlim.


Reconhecida pelos seus talentos de interpretação lírica e pelo seu virtuosismo vocal, bem como pela notável capacidade de improvisação melódica e rítmica, Dianne Reeves construiu um percurso na música que lhe permitiu posicionar-se na linha da frente da tradição de um jazz narrativo que integra no seu fluxo os diferentes afluentes da música popular dos últimos cem anos. Apesar de uma atividade mais esparsa durante os anos 2000, a vocalista nativa do Michigan prossegue a sua missão de homenagem a um legado musical diversificado que ecoa uma presença icónica no imaginário contemporâneo e, em Guimarães, essa expetativa de celebração assumirá a forma de um quinteto em que Reeves é acompanhada por um quarteto de músicos do mais alto nível do circuito jazzístico.