SEXTA 20 NOVEMBRO, 21H30

CCVF
Julian Arguëlles / Aqui e Agora

Julian Argüelles saxofone soprano e tenor

João Almeida trompete

João Mortágua saxofone alto

André Fernandes guitarra

Eduardo Cardinho vibrafone

António Quintino contrabaixo

João Pereira bateria


Julian Arguelles
10,00 eur / 7,50 eur

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45,00 eur

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Julian Arguëlles (n. 1966, Reino Unido) é um músico com uma relação de grande proximidade com Portugal, país onde vive, e em particular com o Guimarães Jazz, em que atuou por diversas ocasiões e em diferentes projetos. Pode dizer-se, nesse sentido, que o festival não só acompanhou o processo de afirmação deste saxofonista no jazz como terá contribuído, em determinada medida, para estabelecer uma reputação de integridade artística de que Arguëlles merecidamente goza na cena musical europeia de mais alto nível. Membro da formação original da big band Loose Tubes (juntamente com outros daqueles que seriam os músicos proeminentes de uma geração importante do jazz britânico, entre eles Django Bates), Arguëlles desenvolve desde o início dos anos 1990 um trabalho de relevo tanto enquanto líder de formação e compositor para algumas das mais prestigiadas orquestras de jazz europeias, como enquanto colaborador de grandes nomes do jazz como Carla Bley, Dave Holland, John Scofield, entre muitos outros. O estilo eclético de Arguëlles, incorporando na linguagem jazzística as sonoridades latinas, o groove sul-africano e a sensibilidade da música clássica, é atualmente reconhecido pela crítica e pelos seus pares como uma voz musical singular no jazz europeu.


Na sua edição de 2020, o Guimarães Jazz assistirá à estreia absoluta do projeto “Aqui e Agora”, um título sugestivo que remete para a situação de angústia existencial que marca os tempos a-sincrónicos em que vivemos, nos quais a espontaneidade e a empatia do gesto artístico ganham uma nova dimensão de urgência. Deste septeto, liderado por Arguëlles e composto por um conjunto de nomes importantes do jazz português (entre eles, o saxofonista João Mortágua, o vibrafonista Eduardo Cardinho e o guitarrista André Fernandes) e que será o veículo de interpretação das composições do saxofonista britânico, espera-se uma música na qual pulsa pós-bop que se tornou nos últimos o cânone do jazz contemporâneo, mesclado com as influências de outras latitudes musicais que habitualmente associamos a Arguëlles. Um projeto gerado pelas circunstâncias do contexto, “Aqui e Agora” é um exemplo de posicionamento perante a adversidade que, juntando um compositor reputado a um grupo de músicos talentosos e conhecedores da tradição do jazz, se abre como possibilidade de abertura de novas direções artísticas para os seus intervenientes.